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Vale dá sobrevida de 50 anos à mina em Itabira

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A redução do teor de ferro do minério extraído em Itabira (MG) está fazendo a Vale adotar uma saída inovadora para estender por mais 50 anos a vida útil de sua unidade na cidade mineira.

A empresa vai investir US$ 1,2 bilhão até 2013 para instalar uma terceira usina de beneficiamento do mineral no complexo itabirano operado por ela há 68 anos. Com o início das obras marcado para outubro em uma área equivalente a 44 campos de de futebol (34 mil metros quadrados), a novidade da usina será a alimentação da linha de beneficiamento.

Ao invés de produzir pelotas de ferro (pellet feed) com minério novo, a Vale utilizará uma sobra mineral acumulada ao longo de quatro décadas em tanques na própria mina, o estéril.

\\\"Aproveitaremos um material que técnica e economicamente tinha exploração inviável. Da década de 1970 para cá, o estéril era extraído e armazenado. Tentamos desenvolver uma rota de processamento para utilizar desse material, mas não tínhamos mercado para ele\\\", diz o gerente-geral da mineradora em Itabira, Rodrigo Chaves.

A viabilidade veio da tecnologia e da dinâmica de alta nos preços, turbinada por siderúrgicas chinesas - junto às quais, a Vale confirmou ontem reajuste de 100% no valor da tonelada de seu minério, que deve ficar entre US$ 100 e US$ 115, com previsão de subir a cada três meses.

Solução inovadora

A reutilização do estéril, insumo resultante do processamento de minério, pode ser encarada como uma vitória para quem detém reservas com minério de baixo teor de hematita. Além de criar uma solução para uma realidade da exploração mineral: toda mina tem um prazo de validade.

O que torna sua exploração um investimento com certo risco. \\\"Se continuássemos lavrando a mesma quantidade de minério, a vida útil da mina de Itabira terminaria\\\", observa Chaves.

No caso da Vale, conforme a lavra vai sendo escavada em Itabira, a mineradora vai se deparando com sedimentos de baixa concentração de ferro. Com isso, ela precisa aprender a lidar com perda de qualidade da matéria-prima para continuar produzindo.

Hoje, em sua terceira fase de escavação, a lavra de Itabira produz minério com 42% de ferro - participação muito abaixo da encontrada na década de 1970, quando o minério itabirano pontuava 62% de hematita, percentual que ainda rendia ao município mineiro a fama de cidade de ferro confidenciada pelo poeta Carlos Drummond de Andrade.

Não à toa, ao longo desse período, o estéril foi acumulado por ser um dos resultados indesejados do processo de classificação mineral - fase em que outras impurezas como a sílica (areia) são retiradas por meio de separação magnética e por flotação.

\\\"A diferença da nova usina será o processo de moagem. A rota de processamento irá fragmentar o minério em superfino, que depois será concentrado. O estéril passará por uma escala de produção para gerar um produto com o teor de ferro adequado (cerca de 62%)\\\", explica o executivo da Vale.

A nova usina terá capacidade para produzir 12 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. O volume ajudará o complexo de Itabira a manter o nível total da produção na casa das 44 milhões toneladas ao ano pelas próximas cinco décadas.

Outra vantagem será a utilização da logística existente, implicando lucro sem gasto na construção de novos canais de escoamento como a construção de mais ferrovia pela Vale. \\\"Sem contar que estamos falando de impacto ambiental zero.

A área já foi impactada e vamos usar a mesma estrutura (produtiva e logística)\\\", considera o gerente da mineradora.

http://www.brasileconomico.com.br/noticias/nprint/81211.html

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